terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Leituras 10.ºD



Clarice Lispector
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Catarina: “Viagem a Petrópolis”
Alexandre: “Evolução de uma miopia”
Allison: “Gertrudes pede um conselho”
Sónia: “A bela e a fera”
Manuel Rui
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Sérgio: Quem me dera ser onda
Ondjaki
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José António: “Palavras para o velho abacateiro”
Edgar Allan Poe
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Joaquim: “A queda da casa de Usher”

João: “Ligeia”

Raúl: ''O poço e o pêndulo


Ruben: ''Morella''


Nuno: ''Eleonora''


Pedro: ''
O barril de Amontillado''

Gerson:  “Ligeia”


Lucas: ''William Wilson''


Diogo''O Gato Preto''

Luís: “O coração revelador”

Gonçalo: “O retrato oval”

Italo Calvino
calvino4.jpg (638×382)
António: Prólogo (pp. 9-10) + “As cidades e o nome 4” (pp. 108-118)
Cláudio: Texto intermédio (pp. 29-31) + “As cidades subtis” (p. 77)


acedidas em 15/12/2015
 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Caça ao erro

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  • Um participante disse que quando se vinha uma vez ao festival repete-se e repete-se e repete-se.
  • Vários participantes no festival "Andanças" disseram que quando se vem não se para de vir.
  • O festival segundo os participantes é "maravilhoso" e "uma experiência única".
  • A reportagem tem como tema um festival, cujo o nome é "Andanças".
  • O festival "Andanças" é uma experiência positiva, onde os entrevistados dizem que é uma experiência única.
  • Esta festa trás vantagens para a região.


Imagem encontrada em http://s3.amazonaws.com/ (13/12/2015)

Cenário de correção do teste de compreensão do oral

Andanças2014.jpg (582×215)
  1. O tema da reportagem é o festival “Andanças”. (10)
  2.  Esta reportagem tem como objetivo principal informar sobre a realização do festival “Andanças”, as suas caraterísticas e o conjunto das atividades que promove. (10)
  3. Caraterísticas da reportagem presentes neste vídeo. (50)
    Tem como objetivo informar, apresenta um tema dominante, destaca-se pela multiplicidade de intervenientes, promove uma variedade de pontos de vista e presenta alternância da primeira e da terceira pessoas.
  4. A afirmação que carateriza o festival e o seu público é “Trata-se de um festival que atrai uma grande multiplicidade de públicos, uma vez que se centra na dança e em outras artes performativas.” (10)
  5. Quadro (60)

a. Originalidades do “Andanças”
É  um festival de dança e de outras artes do espetácul, cujos visitantes são participantes. Além de difundir a cultura popular, tem preocupações de sustentabilidade ambiental.
b.    Local de realização
Castelo de Vide, junto à barragem de Póvoa e Meadas.
c. Públicos que o visitam
De todas as idades, portugueses e estrangeiros. É um público muito diversificado.
d.      Número e variedade de espetáculos
Mais de 150 bailes e concertos, mais de 120 oficinas de dança e mais de 70 géneros diferentes.
e.      Pontos de vista da organização
Destaca as preocupações com a cultura popular, a dança, a localização no interior do país, em ambiente rural, a proximidade a Espanha e as preocupações com a sustentabilidade ambiental.
f.  Pontos de vista da Câmara Municipal
Encara para o festival como forma de dinamizar atividades culturais, artísticas e sobretudo económicas.

 
6. De acordo com as duas primeiras intervenções da coordenadora do “Andanças”, este festival é original porque é um festival de danças e outras artes performativas, onde os visitantes são participantes.  (20)


7. Para o autarca de Castelo de Vide, o festival “Andanças” pode contribuir para o desenvolvimento da região sobretudo no domínio económico. (20)


8. A forte relação emotiva dos participantes com o festival traduz-se no tom e na entoação das vozes e em expressões como “É mágico” ou “É uma experiência única”. (20)

Imagem encontrada em http://4.bp.blogspot.com/ (13/12/2015)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cenário de correção do teste do 10.ºE


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I


1.1. O título do texto significa que Úrano só foi descoberto na Era Moderna.
1.2. Um dos motivos por que ao longo de vários séculos não se tinha identificado Úrano como um planeta residiu no facto de este ser confundido com uma estrela.
1.3. Segundo o texto, William Herschel comprovou que Úrano era um planeta ao verificar que o ponto que via no espaço se movia lentamente.
1.4. A descoberta de Úrano constituiu uma enorme revelação em 1781 porque se compreendeu que o Sistema Solar era muito maior do que se pensava.
1.5. A expressão «Um mundo que recebe uma energia diminuta» (último parágrafo) refere-se a Úrano.
2. Este texto de divulgação científica tem um caráter expositivo, pois apresenta informação sobre um acontecimento científico. É escrito com objetividade, na medida em que privilegia os factos e apresenta de forma imparcial a descoberta do novo planeta, bem como o contexto e as consequências deste avanço científico. Além disso, dá conta de informação seletiva, porque se limita aos dados fundamentais dessa descoberta e das suas implicações.
II
1. O sujeito poético compara-se, no início (“Como”) e no fim de cada estrofe (“(…) assim morro eu!”), com alguém que sofre um desgosto amoroso. Apresentado de forma gradual e assumindo uma dimensão hiperbólica, esse desgosto é atribuído, na primeira estrofe, à circunstância de não ser correspondido; na segunda, ao caráter inevitável desse amor; na terceira, ao sofrimento que lhe é infligido, o qual roça a loucura; e, na quarta, ao facto de a dama amar alguém considerado inferior.
2. Ao comparar-se a um “quem”, a um “home”, o eu lírico apenas assume que morre por amor da sua “senhor”, não a acusando de ser ela a responsável nem manifestando hostilidade contra “(…) quem/ a nom valia nem a val” (presumivelmente, o marido).
3. 1. Nesta composição poética há diversas palavras pertencentes ao campo lexical de morte: o verbo morrer surge nas formas “morreu” (três ocorrências), “moir’eu” (quatro ocorrências), “foi morto por en” e “foi morto com pesar”.

3.2. Nesta cantiga de amor, assumida por uma voz masculina, verifica-se uma relação hierárquica, em que a mulher, perfeita e inalcançável, demonstra uma indiferença que provoca grande sofrimento (ou “coita”). Com efeito, os homens morrem às mãos destas mulheres inacessíveis: notem-se as formas verbais do verbo morrer no pretérito perfeito (“morreu”) e no presente (“moir’eu”), associadas, respetivamente, ao hipotético sofredor e ao eu lírico; já nas duas formas passivas (“foi morto por en” e “foi morto com pesar”), há uma responsabilização indireta das “senhor”. Além disso, dos versos “(…) quem a viu levar a quem/ a nom valia nem a val”, depreende-se que se trata de uma dama comprometida.
4. Na cozinha do “infançón” só há bebida quando alguém lha oferece (“se vinho gaar d’alguén”) e não há comida – por isso é que não atrai as moscas (cf. verso 13). Além disso, é a mais fria de toda a localidade, como se comprova nos versos “que tan fría casa non há / na hoste, de quantas i son.”

5.1. O eu poético declara, em tom irónico e hiperbólico, que a melhor sesta que fez foi em casa do “infançón”, visto que o lume não estava aceso e não havia moscas. A exagerada afirmação “tan bõa sesta non levei, / des aquel dia'n que nací” é uma hipérbole, enquanto o aparente elogio à frescura e à ausência de moscas mascara a falta de lume e a ausência de géneros alimentícios é uma ironia.

6. Nesta cantiga de escárnio ridiculariza-se um nobre pela sua pobreza ou avareza.

7.1. Resposta livre

III

1.1. apócope e síncope.

1.2. sonorização e palatalização.

1.3. síncope, crase e apócope.

1.4. sonorização.

1.5. metátese.

2. 1. estrato: B. latim

2.2. substrato: A. Vestígios celtas, fenícios, ibéricos e gregos

2. 3. superstrato: C. vestígios germânicos e árabes

3. As línguas românicas são o português, o galego, o castelhano, o catalão, o francês, o provençal, o italiano, o rético, o sardo e o romeno.

Imagem encontrada em http://www.astronomia-iniciacion.com/, em 9/12/2015.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Cenário de correção do teste do 10.º D




Un-groupe-de-recherche-créé-pour-encadrer-lintelligence-artificielle-des-robots.jpg (610×320)I

  1.  
    Verdadeira: A autora do artigo convive com dispositivos eletrónicos desde a infância.
     
    Falsas: A autora do artigo tem alguma dificuldade em usar os novos gadgets.
    As crianças aprendem a usar os iPad ou os tablets dos seus pais, imitando-os.
    As crianças são muito comunicativas, pelo que falam com os brinquedos imaginando que estes lhes respondem.

1.1.B) A autora do artigo não tem problemas em usar um novo telefone, tablet ou programa.

C) As crianças aprendem a usar os iPad e tablets dos seus pais de forma original, pois interagem com estes equipamentos.

D) As crianças são muito comunicativas, pelo que falam com os seus aparelhos, e estes respondem-lhes, uma vez que estão programados com reconhecimento vocal e facial.

 

2. A) … humanoides sociais, um companheiro, um camarada de jogos e um guardião.

B) … registar a forma como a criança brinca com eles e de adaptar a sua personalidade em função disso; têm, pois, a capacidade de se adaptarem ao ambiente.

C) … os robôs estarão disponíveis  na casa dos cidadãos, os quais poderão criar os seus próprios programas, tal como acontece com os atuais programas de computador.

D)… fins educativos: disponibilização de formadores ou conselheiros (“ombro amigo”).

3. A “Geração Z” é uma geração que está a crescer com dispositivos eletrónicos facilitadores da interação com os utilizadores e que, a curto ou médio prazo, terá robôs companheiros em casa. Esta geração estará na origem de inovações na área das tecnologias e da web.

II

A. 1. O sujeito poético sente uma saudade tão desesperada pela sua “senhor” que, se Deus não lhe conceder a possibilidade de a ver em breve, vai enlouquecer ou morrer de dor.

2. São visíveis algumas referências ao amor cortês de influência provençal: a submissão do “eu” lírico à sua “senhor” (uma relação de vassalagem amorosa); a fidelidade eterna do sujeito poético, apesar da não correspondência amorosa; a beleza, o caráter excecional e único da “senhor”; a coita de amor (sofrimento que faz “ensandecer” e “morrer de amor”); e, finalmente, e o comedimento na expressão do sentimento amoroso (a mesura).

3. O sujeito poético lamenta-se, ao longo de toda a composição, mostrando que a saudade pela sua “senhor” é tão dolorosa que pode “ensandecer ou morrer com pesar”, por isso pede insistentemente a Deus que o ajude a ver “cedo”. No dístico final, em jeito de conclusão, considera a hipótese de Deus não lhe conceder o seu desejo. Então, dramaticamente, afirma que se não vir a sua “senhor” não poderá viver. A sua morte será, portanto, certa.

 

B. 4. O objetivo desta cantiga é denunciar a “falsidade” da soldadeira Maria Peres, pessoa de reputação duvidosa, que foi à Terra Santa pedir perdão pelos seus pecados. No entanto, terá voltado a pecar, não lhe valendo de nada a indulgência.

5. Trata-se de uma cantiga de maldizer, porque se apresenta uma crítica direta, indicando o nome do destinatário – ao contrário das de escárnio, onde não se revelam os nomes das pessoas satirizadas.

6. Apesar de Maria Peres se ter purificado graças às indulgências concedidas na Terra Santa, deixou-as roubar do baú. O sujeito poético insinua que de nada lhe serviu ser absolvida, uma vez que continua a prevaricar.

III

1.1.  síncope e sinérese.

 

1.2. palatalização e apócope.

 

1.3. síncope, apócope e crase.

 

1.4. vocalização.

 

1.5. assimilação.

 

2.

 

Conceito
Designação
1. Palavras que já não se usam no português contemporâneo, como “u” ou “mentre”.
 
Arcaísmos
2. Língua em que foram escritas as cantigas trovadorescas peninsulares.
 
Galego-português
3. Elementos linguísticos que se conservam em Portugal provenientes dos Celtas (camisa, légua…), dos Fenícios (mapa, barca…), dos Iberos (modorra, sanha…).
 
Substrato
4. Elementos árabes (açorda, álcool, algarismo, oxalá…).
 
superstrato


Imagem encontrada em 8/12/2015 no endereço https://humanoides.fr/ 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Cenário de correção do teste do 10.º B


Grupo I

Ficha da Lontra3.jpg (450×320)

Grupo I

1.1.

a. A lontra só é estudada em Portugal a partir dos anos 80 do século XX.

b. Através de várias abordagens metodológicas, Pedro Beja investigou as populações da espécie no sudoeste alentejano e concluiu que é o acesso à água doce que condiciona a presença de comunidades em zonas costeiras

c. Teresa Sales-Luís estudou as lontras da bacia do Sado e verificou a dependência da espécie da água e de locais onde os animais se possam alimentar.

d. Margarida-Santos Reis e Nuno Pedroso concluíram na sua investigação que, ao contrário do que seria de prever, no nosso país, as comunidades de lontras instalam-se em lugares aparentemente inóspitos como as barragens.

e. Nuno Pedroso apurou no seu estudo que as condições ecológicas das lontras se alteram com a construção de uma barragem.

f. No doutoramento que desenvolveu em Portugal, Lorenzo Quaglietalla investigou os territórios e a atividade das lontras, chegando a conclusões sobre variáveis que os condicionam.

1.2.1. “a lontra e o seu comportamento nos seus habitats em Portugal”.

 

1.2.2. “em diferentes estudos científicos que abordam aspetos parcelares do problema”

 

1.2.3. “sustentar o que afirmam em trabalhos científicos.

 

1.2.4.  “problemas para os produtores de peixes dessas áreas.”

 

1.2.5. “em que não se pode viver”.

 

Grupo II

Texto A 

  1. O estado de espírito do sujeito poético é de sofrimento, pois a “senhor” nunca o amou e nunca o desejou. Pelo contrário, sempre lhe quis mal e desamparou-o. Em suma, vive um amor não correspondido pela sua amada, o que lhe provoca um conflito interior: por um lado, deseja vingar-se da “senhor” provocando-lhe todo o sofrimento que ela lhe causa; por outro lado, sabe que não consegue fugir ao sentimento de amor que o prende à amada.
  2. As orações condicionais que aparecem na primeira e terceira coblas associadas ao uso do pretérito imperfeito do modo conjuntivo (“se eu podesse”) remetem para o desejo de vingança (frustrado), o que vai contrastar com o uso do presente do verbo “poder” associado ao advérbio de negação “non” e à oração causal, na segunda e quarta coblas (“porque non posso”). De tal contraste resulta que o trovador não consegue fugir ao amor que sente pela “senhor”, apesar do seu desejo de vingança.
  3. As regras do amor cortês não permitem que o eu lírico se dirija diretamente à amada, daí o recurso ao verbo ousar no pretérito imperfeito do conjuntivo, sugerindo uma situação improvável. Seria um atrevimento e uma quebra do seu serviço de vassalagem à “senhor”.
  4. Nesta cantiga é satirizado um fidalgo (“Ricome”) que demonstra, através das suas compras, ou ser avarento ou estar a passar necessidades económicas, algo que não estaria em conformidade com a sua condição.

  1. Hipótese 1. Verifica-se a presença de antítese nas expressões contrastantes “muitas”/“duas”, “duas”/”ũa” e “cem”/“duas”/”ũa” (isto é, em vez de comprar muitas trutas, o “ricome“ compra apenas duas e, dessas, apenas cozinha uma); alegando que só as trutas pequenas são boas, compra duas – e mais, uma vez, apenas cozinha uma; e assim fica satisfeito (“riindo”), o que demonstra ou a sua avareza ou a falta de recursos financeiros.

Hipótese 2. Nesta composição poética existe alguma ironia na descrição do procedimento de um “ricome” avarento ou arruinado que camufla as suas verdadeiras intenções e se mostra satisfeito (“riindo”) quando compra “duas” trutas pequenas em vez de “muitas”/“duas”, alegando que só as pequenas são boas.



 

Grupo III

1.1. catena › cadeia

 (D) sonorização e epêntese.

 

1.2. seniore › senhor.

(B) palatalização e apócope.

 

1.3. vindicare › vingar

(A) síncope, sonorização e apócope.

 

1.4. multo › muito

 (D) vocalização.

 

1.5. rebelle › rebelde

 (B) dissimilação.

 





2.
Fenómeno
Designação
1. Língua indígena desaparecida como resultado do contacto com uma língua invasora. Conjunto de vestígios linguísticos deixados por essa língua naquela que se lhe sobrepôs. 
 
A. Substrato
2. Palavras que apresentam a mesma forma, apesar de terem étimos diferentes.
 
B. Palavras convergentes
3. Palavras que apresentam forma diferente, apesar de terem o mesmo étimo.
 
C. Palavras divergentes
4. Língua de invasores que desaparece no contacto com uma língua indígena. Conjunto de vestígios linguísticos deixados por essa língua na do território dominado.
 
D. Superstrato








Imagem retirada de http://naturlink.sapo.pt/ em 2/12/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Para acrescentar ao glossário...

Há pouco perguntaram-me o que significava empatia. Saí-me com uma imagem que faz algum sentido...
blog-165-c.jpg (1280×720)
... mas que é insuficiente. Deixo-vos aqui a definição do Priberam e, melhor do que isso, um interessante diálogo sobre este tema. Aqui (programa de 16 de março de 2016. No entanto, talvez achem outros programas interessantes. O de 17 de março, por exemplo.)


Imagem encontrada em  http://exame.abril.com.br/no dia 1/12/2015.